"O nascimento do pensamento é igual ao nascimento de uma criança: tudo começa com um ato de amor. Uma semente há de ser depositada no ventre vazio. E a semente do pensamento é o sonho. Por isso os educadores, antes de serem especialistas em ferramentas do saber, deveriam ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos."
( Rubem Alves )

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quinta-feira, abril 12, 2012


Quem foi Marília Sanchotene Felice?

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Marília Sanchotene Felice é a Patrona do Instituto dos Meninos. Justa homenagem prestada à memória daquela que foi uma verdadeira missionária a serviço das humildes e principalmente na defesa das crianças carentes e abandonadas.
Nasceu na cidade de Uruguaiana, no dia 13 de março de 1908, filha de José Gabriel Sanchotene e Maria Cândida Bassuino Sanchotene. Casada com Pedro Nicolas Felice, companheiro constante em suas jornadas de peregrinação de amor ao próximo.
Aos oito Anos de idade ficou quase cega vendo-se compelida a deixar de estudar no 2º ano do 1º grau. A miopia avançada a acompanhou por toda a vida.
As lentes grossas de seus óculos, em compensação, ajudaram-lhe a ver mais longe as virtudes de seu próximo, as carências do ser humano e as belezas da vida, pelo seu trabalho e pela solidariedade.
Marília Sanchotene Felice exerceu expressiva liderança junto à comunidade uruguaianense, empreendeu-se integralmente na luta em prol da Promoção Social. Por longos anos presidiu a Associação de Damas de Caridade, coordenou também o Núcleo do FEBEM. Através do seu dinâmico trabalho, tornou-se realidade a construção de uma ala no Hospital da Santa Casa de Caridade destinada a Pediatria, que em sua homenagem levou o seu nome. Ainda foram construídas três salas no Presídio local para recolhimento de pessoas portadoras de doenças mentais. Colaborou para que o Posto Agro-Pastoril, que estava desativado, fosse transformado em um estabelecimento para abrigar menores carentes, denominado S.A.M.U. (Sociedade de Amparo ao Menor Uruguaianense), funcionando até 1966. A partir daí, por seu empenho, transformou-se no Centro de Atendimento ao Menor e Profissionalização Rural, mantido pela FEBEM.
Sua vida foi vivida plenamente com o intuito de servir. Sua alegria, seu vigor, sua doação e acima de tudo sua gloriosa e inesgotável fibra, levaram todas quantos conviviam com ela a admirar-lhe, pelo seu exemplo testemunhado cotidianamente em suas obras humanísticas.
Seu carinho, sua incansável dedicação e o seu vibrante otimismo transformaram seu viver na mais vela prova de amor de Deus aos homens. Durante toda a sua existência ela semeou o sublime ideal de fazer o vem. Provando-nos em cada ato que: “Tudo é possível quando se tem amor no coração”. Foi assim que inspirou a criação da Cidade dos Meninos, quando seu filho, Professor José Francisco Sanchotene Felice, presidia a FEBEM, fato acorrido em 14/08/1976. O mesmo herdando a características preciosas da mãe e principalmente devido ao seu elevado espírito humanitário, num ímpeto de amor, concretizou uma aspiração comunitária, que visou solucionar a problemática do menor desassistido, além de garantir continuidade ai trabalho embasado por ela.
A partir da inauguração da Instituição Marília Sanchotene Felice, era presença diária valorizando, incentivando e ofertando seus afetos aos alunos internos e funcionários, preocupando-se ainda em promover melhorias.
Mais tarde foi acometida de um grave problema de saúde, porém mesmo enferma, nunca deixou o desânimo inquietar-lhe nem a dor diminuiu a intensidade de seus propósitos. A emoção se fazia presente, quando ao visitá-la, constatávamos que lutava contra a doença a favor da vida que queria dedicar aos outros. A bondade, a fé e a esperança fluíam em suas palavras, um profundo e intenso sentimento fraterno emergia de seu nobre coração e o idealismo brilhava em seus olhos.
Com o tempo sua enfermidade agravou-se, vindo a falecer em 18 de fevereiro de 1970.
Para perpetuar a imagem luminosa desta líder insigne foi sugerida pela população uruguaianense que fosse acrescido “Marília Sanchotene Felice” ao nome da Instituição, como forma de gratidão e reconhecimento àquela cuja trajetória de luz irradiada ao longo de sua vida, continua viva e brilhante na memória daqueles que tiveram o privilégio de conhecê-la e por tudo que ela foi amá-la. Portanto “Marília Sanchotene Felice” é um nome gravado para sempre, é o exemplo de uma caminhada de Amor infinito a ser seguido, é a proteção que todos: alunos internos, educadores, crianças abandonadas, carentes, doentes, devem buscar nos momentos difíceis. Enfim: “Marília Sanchotene Felice” – Um dom de Deus ao mundo!

5 comentários:

manuela barroso disse...

A Elaine sugeriu e eu vim desejar um otimo fim de semana, dando os parabéns pelo seu lindo blog
Bjis

Del Rodrigues disse...

Del Rodrigues disse...

Olá Elisete, vi seu recadinho no meu blog,obrigada pelo carinho ... demorei um pouquinho, pois estava muito enrolada, com provas, passeios,cursos e mil atividades ligadas a escola.Por isso, tive que abandonar meu blog durante esses dias....preciso de um dia mais longo...rsrsrs. Espero que tudo esteja bem por aí....Seu bloguinho está cada mais lindo!Estava com saudades! Que Deus abençõe a você e sua família.Uma grande beijoca.Um final de semana de muita Paz e Luz!

ELAINE disse...

Acredito que amizade é isso, compartilhar, unir, aprender, ajudar.... Meu coração fica muito feliz quando o Blog Novo alcança seu objetivo que é exatamente esse, aproximar, unir... Muito interessante teu post sobre a Marília, parabéns pelo trabalho de pesquisa! Ótimo início de semana! Abraço carinhoso!
Elaine Averbuch Neves
http://elaine-dedentroprafora.blogspot.com.br/

Patricia Galis disse...

Poxa que historia de vida, gostei de conhecer.

Luna Di Primo disse...

é... pssoas assim nao devem mesmo serem esquecidas e ao contrário, sempre serem avivadas em homenagens, para que mais e mais pessoas tomem conhecimento d seu trabalho e ensinamento. bjuuu

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